A Polícia Federal divulgou uma lista de 17 cidades e 3 portos por onde mais entram armas no Brasil. Isso está noticiado em O Globo, no Congresso em Foco e em outros sites. Mas só aqui você pode visualizar onde estão as rotas:
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terça-feira, 6 de janeiro de 2009
A rota das armas
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sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Ho, hoho, hoho... e uma garrafa de rum!
Recentemente, a maior parte das notícias que leio sobre pirataria na imprensa estrangeira não se refere a música ou vídeo - e sim à pirataria clássica, marítima, de olho de vidro e cara de mau. Isto aqui é só dos últimos três dias, e o fascinante é que o noticiário se refere a vários casos, embora haja uma concentração de notícias sobre casos da Somália:
Spreading the Pirate Booty Around (Freakonomics/New York Times)
The lawless Horn - Pirates are only part of a much bigger problem in east Africa (The Economist)
Supertanker pirates demand $25m within 10 days (Guardian)
UN imposes fresh sanctions on Somalia after piracy talks (Guardian)
Shipping avoids Suez on piracy fears (Financial Times)
Egypt and other Red Sea nations target pirates (Los Angeles Times)
Indian Navy Says It Sank Pirate Ship (New York Times)
Britain to lead fleet of EU warships to tackle pirates (Guardian)
A consultoria ICC Commercial Crime Services fez um mapa dos ataques conhecidos.
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quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Mapa da covardia
O Vitor Barone está fazendo um mapa que compila as notícias sobre agressão física ou psicológica a idosos no Brasil. Até agora, está assim:
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sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Descornados, perigosos e na moda
O novo caso de descornados e perigosos ocorreu em Curitiba, no Paraná. Uma estudante de 17 anos foi capturada pelo ex-namorado, com quem tem um bebê de nove meses, segundo O Globo. O ex estava armado. Ambos sumiram.
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domingo, 26 de outubro de 2008
Faroeste gaúcho, ou Porto Alegre é (tosca) demais
A coisa está ficando pessoal.
Meu grande amigo Graciliano Rocha, que está em Porto Alegre como correspondente da Folha, é o mais novo ponto no mapa Faroeste Caboclo, que registra agressões e outros atentados possivelmente de motivação eleitoral.
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Ele foi agredido no comitê eleitoral por simpatizantes do José Fogaça quando ia cobrir uma entrevista coletiva (cancelada) do prefeito ora reeleito de Porto Alegre. Enquanto o poeta não falava, a birita rolava solta e de graça. Quando mestre Gra chegou, um cabo eleitoral o abordou dizendo que ele não era bem-vindo por causa de umas "matérias filhas da puta" que ele publicou no jornal paulista. Antes que ele respondesse, levou um soco no olho, foi derrubado no chão e afofado de pontapés. Meu amigo não reagiu, porque é grande e não é bobo.
Sim, Porto Alegre virou algo tipo Canapi, só que com prefeito poeta. Porto Alegre é demais.
Ele não conseguiu identificar o agressor, mas o comitê de campanha, oficialmente, teve a gentileza de telefonar pra ele explicando que ninguém lá tinha nada a ver com isso.
Eu li ao menos duas das "matérias filhas da puta" apontadas pelo militante. A mais recente mostrava que o prefeito distribuiu bônus-habitação em período eleitoral. Gerou um processo contra o prefeito, sob a acusação de compra de votos. Outra, de há um mês, mostrou que o coordenador da campanha de Fogaça, Luiz Fernando Záchia, era investigado pelo TCE pela compra de dois imóveis de luxo. Com isso, Záchia resolveu pedir o boné.
Matérias filhas da puta, claro. Como as denúncias eram documentadas, possivelmente até o nome do cliente constava da certidão de nascimento das filhas da puta.
Ao Diário Gaúcho (que classificou a agressão como "suposta" em título), o coordenador da campanha, Clóvis Magalhães (substituto de Záchia, o cavalheiro que pediu pra sair depois da matéria de setembro), deu a versão oficial:
- As questões implicadas devem ser pessoais e não da campanha. Eu lamento. O repórter deve tomar as medidas cabíveis.
(EDITADO: Mais tarde, por telefone, Magalhães me disse que, na hora em que foi entrevistado, não sabia do caso.)
Cerca de 50 pessoas assistiram à agressão. O comitê não identificou os agressores, até porque não tem câmeras externas. Claro, não que isso fosse esperado.
Findas as agressões, o poeta discursou aos seus apoiadores:
- "É isso que está, neste momento, sendo consagrado pelas urnas, um projeto que implantou na cidade um ciclo de mudanças, que plantou sementes para o futuro."
E sirvam nossas façanhas de modelo a toda Terra, já cantavam os outros.
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sexta-feira, 24 de outubro de 2008
E os mapas só crescem
Mais um ex-namorado descornado. Mais uma moça muito jovem. Mais uma arma. Mais um ponto no mapa "Descornados e Perigosos". Em Salvador.
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Um prefeito ameaça um vereador que teria denunciado irregularidades suas, no interior de São Paulo. No Piauí, um prefeito teria ameaçado um radialista. No Mato Grosso do Sul, mais um jornalista se diz ameaçado por um político. E o mapa "Faroeste Caboclo" só engorda.
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Pela terceira vez, um juiz eleitoral de Florianópolis manda apreender um jornal que publicou textos biliais sobre o prefeito e candidato Dario Berger. Mais um ponto no mapa "Censura Eleitoral".
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terça-feira, 21 de outubro de 2008
Faroeste carioca - o mapa
Hoje pela manhã, o vereador reeleito Alberto Salles (PSC-RJ) foi morto a tiros na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Anteriormente, em agosto, um assessor seu também sofreu um atentado a tiros. Os dois casos estão no mapa Faroeste Caboclo.
A visualização abaixo mostra onde os ataques se concentram na cidade do Rio de Janeiro e na região metropolitana.
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Descornados e Perigosos - o mapa
Instigado por um comentário do Paulo Henrique sobre mais dois casos de cornos perigosos, coloquei num mapa os casos que detectei só na última semana:
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segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Pangloss ataca novamente
Do O Globo:
- Em entrevista nesta segunda-feira, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, considerou a anulação das eleições no município de Benedito Leite (MA) como o caso mais grave ocorrido nas eleições deste ano. Ele disse que falou por telefone com a presidente do TRE do Maranhão, Cleonice Freire, que decretou a nulidade da eleição e convocou novo pleito para o dia 26 de outubro.
O ministro relatou que cerca de 600 pessoas incendiaram urnas e mantiveram presos o juiz local e seu filho pequeno. A cidade já havia recebido auxílio de força federal com 11 agentes do Exército e 10 policiais militares, que conseguiram resgatar o juiz e a criança, mas não contiveram a destruição das urnas.
Contrasta bastante, na verdade, com a outra declaração feita também hoje por ele:
- "Ela transcorreu sem graves incidentes, portanto sem que as Forças Armadas tivessem que intervir nos locais [ 460 municípios] onde estavam posicionadas. Não houve uma única morte, nem emboscadas ou assassinatos"
Mas também contrasta bastante com as outras notícias de assassinatos.
E também contrasta bastante com outra que saiu agora há pouco no site do próprio TSE: no interior de Santa Catarina, mesários foram envenenados. Ninguém morreu, mas o piriri deve ter sido forte: colocaram agrotóxicos ou herbicidas na água usada para fazer o café.
Claro, em nenhuma dessas cidades foi preciso marcar outra eleição - o que significa custos, sem falar no equipamento destruído. Mas poxa: são assassinatos, é envenenamento. Não é pouca coisa. Não dá pra considerar que foi uma eleição "sem graves incidentes", concordam?
Não tenho elementos pra comparar a violência da campanha eleitoral deste ano à dos outros anos. Mas se isto aqui é tranquilidade, estamos na Suécia:
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domingo, 5 de outubro de 2008
Mapas eleitorais
Esqueça o mapa de quantas capitais cada partido ganhou. Esse você vai ver a rodo amanhã em todos os jornais, TVs e sites. Os mapas que você não vai ver tão facilmente são os dois que preparei ao longo da campanha eleitoral.
O primeiro é o da censura em época de eleição. Meu monitoramento detectou desde abril 28 casos que podem ser considerados censura judicial. Eles se distribuem assim pelo território brasileiro:
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O segundo é o da violência eleitoral. Meu monitoramento detectou 61 ataques, atentados e confrontos no noticiário - dos quais 26 teriam acabado em morte. Quinze dos ataques - e três das mortes - ocorreram neste final de semana. (Dados atualizados às 15:00 de 6/10.)
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Deve haver mais do que isso, certamente. Mas esses são os casos que eu detectei.
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Cruzamento perigoso
O G1 publicou uma reportagem sobre os 21 cruzamentos de Porto Alegre onde mais houve atropelamentos entre 1998 e 2006. O levantamento foi feito na tese de doutorado da engenheira civil Mara Chagas Diógenes, que obteve dados oficiais da EPTC. Não conheço estudos semelhantes em outras cidades - e mesmo a engenheira cita na entrevista a dificuldade de obter os dados.
Os portais de notícias brasileiros ainda pensam como se fossem publicados em papel, então o G1 colocou apenas a lista dos cruzamentos. Para os leitores deste blog em Porto Alegre, coloquei os cruzamentos no mapa e associei os endereços ao nome do local mais próximo de grande concentração de gente.
É interessante ver que constam da lista pelo menos dois endereços de autoridades que poderiam fazer algo a respeito: a Prefeitura de Porto Alegre e o Palácio da Polícia. Fora isso, constam do mapa alguns supermercados e escolas bastante grandes. Divirtam-se com o mapa abaixo, usando os controles para aproximar. Abram a versão ampliada e vejam a lista completa, também:
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segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Faroeste maranhense
Ontem, em São Pedro da Água Branca (MA), o vereador candidato à reeleição Edimar Ferreira de Sousa (PV) foi morto com um tiro na cabeça por um dos quatro homens que pegaram carona em seu carro. Mesmo com três testemunhas tendo estado no local do crime na hora da morte, a polícia ainda não sabe o motivo do assassinato, diz o G1.
É mais uma cruzinha para o mapa abaixo, que eu venho fazendo com todas as notícias do gênero que coleto. As eleições deste ano estão sangrentas.
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quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Profissão perigo
A eleição anda acirrada pelo Brasil afora. Veja no mapa abaixo todos os casos de assassinatos ou atentados a tiros feitos a candidatos a prefeito e a vereador que detectei em 10 minutos de pesquisa:
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segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Cokrigagem
Professor Túlio Kahn, seja bem-vindo. Volte sempre, o blog está aberto. Caso queira comentar, agradeço: elevará o nível por aqui.
A respeito da questão dos dados de crimes em São Paulo, que sua secretaria julga por bem não divulgar para evitar interpretações erradas e injustas, que rebaixem a auto-estima do paulistano e abalem o valor dos imóveis, gostaria de solicitar sua opinião a respeito de uma experiência de outras paragens.
Em Londres, há um debate interessante sobre o mapeamento de crimes. O novo prefeito, Boris Johnson, prometeu um mapa, mas ainda não cumpriu por várias questões burocráticas - incluindo a falta de vontade da SSP de lá em fornecer os dados.
A inspiradora jornalista Heather Brooke escreveu um artigo interessante para o The Times a respeito da importância dessas informações, até para reduzir o medo nas ruas. Na falta de um mapa oficial, tem gente fazendo mapas a partir do noticiário, como este de assassinatos de adolescentes:
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O noticiário é uma fonte interessante: é de domínio público e pode ser organizado usando as tecnologias disponíveis, mas ainda assim é parcial no sentido de que nem todos os crimes são noticiados. Como o sr. sabe bem, um assassinato no Capão Redondo não tem o mesmo destaque de um seqüestro-relâmpago nos Jardins. Os dados oficiais podem ajudar a reduzir o medo.
(Ora, que obviedade eu estou dizendo. É claro que o senhor sabe: em 2001, um estudo seu constatou que os homicídios representam 4 em cada 10 notícias sobre violência, mas não chegam a 2% dos crimes.)
Outra experiência interessante, feita por jornalistas, é o antigo Chicagocrime.org, que hoje foi expandido no Everyblock. Vale a pena ler o testemunho do Adrian Holovaty a respeito da experiência que ele começou:
- Muita coisa boa resultou do chicagocrime.org. Em nível local, incontáveis moradores de Chicago entraram em contato para expressar seu agradecimento pelo serviço de utilidade pública. Grupos comunitários imprimiram partes do site e levaram a reuniões com a polícia, e cidadãos empolgados levaram os relatórios do site a seus vereadores para apontar alguns cruzamentos problemáticos onde a cidade poderia considerar a instalação de postes com luz mais forte.
Em São Paulo, professor, não temos nada disso porque simplesmente não há dados. O sr. prestaria um valiosíssimo serviço público, maior até que os resultados de sua pesquisa, caso aproveitasse sua estadia no departamento para aumentar a transparência desses dados. Com a grande disponibilidade de acesso à internet, incluindo em telecentros de áreas mais carentes, e com o potencial mobilizador da tecnologia, grandes possibilidades podem se abrir.
Aguardo sua opinião a respeito. O sr. já conhece o caminho.
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Marcelo
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21:19
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